25 de fev. de 2010

.A montanha mágica.


Dois amigos ouviram falar de uma montanha mágica que tinha o poder de transformar quem conseguisse alcançar seu topo em um grande homem.

Infelizes com suas vidas e dispostos a alcançar a tal “felicidade”, decidiram aventurar-se em busca da fama, do poder e da fortuna.

Desfizeram-se de alguns bens, renunciaram às suas ocupações e partiram para a montanha.

No começo, a subida foi fácil, a ponto de os amigos acharem que somente a decisão de escalar a montanha é que separava as pessoas da felicidade. Mas aos poucos a jornada foi se tornando difícil e arriscada. Muitas pedras, caminho íngreme, quedas, dores no corpo, animais ferozes, insetos e cansaço.

O primeiro dos homens, numa das paradas para descanso, olhou para a planície já distante e, lembrando da tranquilidade de sua vida anterior, desistiu da empreitada e voltou para casa. Mas o segundo homem decidiu ir em frente, mesmo sozinho.

Atravessou rios, matas, abismos. Passou fome, sede e frio; venceu o medo, a insegurança e o desânimo; às vezes, quando ouvia lobos tão próximos, pensava em voltar. Mas logo dava mais um passo à frente. Cruzou cavernas escuras, abriu caminho nas rochas, escalou despenhadeiros, até que, exausto, finalmente chegou lá em cima, onde as nuvens descansam. E lá só havia pedras, gelo e vento.

Olhando o céu infinito e como o mundo ficava pequeno visto lá de cima, o homem pensou que aquela era mesmo uma montanha mágica, porque para alcançar o seu cume ele havia experimentado o limite de suas forças e testado sua determinação.

Havia afastado o desânimo, disciplinado sua vontade e persistência, vencido o medo, renunciado ao seu comodismo.

Agora ele já não era um aventureiro que procura fama, fortuna e conforto.

Era um vencedor – um grande homem – que havia aprendido no caminho das pedras como vencer a si mesmo.

(Autor desconhecido)